Kurama segue até a estação de metrô.
É horário de pico, e as composições agora estão cheias. Um
problema em uma das linhas fez com que justamente a sua linha
superlotasse, obrigando-o a se trombar com todo mundo dentro do
vagão.
Youko não está acostumado a ficar no meio de tantas pessoas. Ele sempre foi mais solitário, ou então vivia perto de 5 ou 6 pessoas no máximo, mas hoje, havia algo bem mais desafiador; quase 6 pessoas por metro quadrado.
Youko causou alvoroço nos que lá estavam. Seu visual único atraía atenções de todos os olhares, e isso gerava os mais diversos sentimentos nas pessoas que lá estavam, desde admiração a até mesmo fetiche;
-Hei, que cara bacana!
-Que orelhas lindas!
Kurama foi praticamente assediado dentro do vagão por alguns indivíduos. A sua raiva subiu violentamente, o que fez os espinhos do seu colar avançarem, mas ele conteve-se e os espinhos pararam;
-Que tipo de mulher tem um cara desses que se veste como uma raposa?
-Hey, até que ele é bonitinho, olha essa massa muscular!
-É, Yomitan é bem servida de coisas gostosas, diferentemente da nossa terra.
Os mesmos assediadores provocam Kurama de novo, e um deles, possivelmente homossexual, dessa vez ousa dar um tapa em seu bumbum e apertá-lo;
-Agora chega!
Youko perde o controle e acerta um soco no assediador, acertando um inocente sem querer por haver muita gente ao seu redor. Os espinhos avançaram mais ainda, e de novo perfuram o seu pescoço, mas ainda apenas superficialmente.
O sujeito que o provocou tenta revidar, e Kurama tenta atravessar o mar de pessoas que há no vagão para não piorar a sua situação;
-Eu queria vaporizar esse cara, mas não posso ou é o meu fim!
A estação de Kurama chega em seguida, e ele sai correndo do vagão. Mais bem-disposto que o seu adversário, ele ganha dele na fuga;
-Seu covarde! Volte aqui e vamos ter uma conversa no motel para ver quem manda!
Kurama corre pelas ruas. Os espinhos que o fustigavam agora estavam retornando à sua posição original;
-Que droga, precisarei materializar outra roupa, e estou quase sem energia! Mas eu não fiz nada além de correr! Será que este colar também me enfraquece?- Ele pensa.
Ele para em um posto de gasolina e lava as partes do corpo manchadas de sangue, além de materializar uma nova roupa e destruir a antiga para não deixar rastros;
-Bem, agora eu preciso chegar na escola, e eu tenho… DEZ MINUTOS!!!
Kurama sabe que não pode voltar pelo metrô, já que é bem provável que o seu agressor ainda esteja lá. Não pode voar por já estar fraco. Não lhe resta alternativa a não ser mendigar por um ônibus;
-Oi, este ônibus vai até a faculdade?
-Sim, não demora muito para chegar.
-Ah, muito bom!
Kurama paga sua passagem e se acomoda no fundo do ônibus, onde há uma boa quantidade de assentos vazios;
-Aqueles sujeitos não são de Yomitan… Mas não há o que fazer mesmo. Espero que isso seja um caso isolado, caso contrário Yomi corre sério risco de ter sua imagem manchada.- Ele pensa enquanto observa as luzes passando.
Por sorte, ele consegue chegar penas dois minutos antes das portas fecharem. Sem perder nenhum segundo, segue para a sala, onde praticamente todos os alunos já estavam presentes. Ao tentar entrar, é barrado;
-Hey, quem é você? Mostre-me seu cartão de matrícula.
-Sou Shuuichi Minamino.
O professor compara a foto do cartão com Kurama e nota a óbvia diferença entre os dois;
-Há algo errado aqui. Essa foto é de outra pessoa!
-Sou eu mesmo. Quer chamar a direção, por favor?
-Imediatamente.
Kurama e o professor vão até a secretaria;
-Não há problema. O Sr. Yomi veio aqui hoje e me disse que este é Shuuichi Minamino.
-Yomi não é cego?
-O senhor quer contestá-lo?- Kurama pergunta.
-Bem, se é uma decisão dele, eu farei o quê? Vamos voltar para a aula.
-Ufa, até que enfim!
Kurama volta com o professor, e escolhe um lugar mais isolado do restante da turma;
-Não vou me arriscar novamente hoje- ele pensa.
Tal qual aconteceu no trem, ninguém tira os olhos de Kurama, que não consegue se concentrar e erra vários exercícios por isso;
-Hey, cara de gato, está com dificuldades?- Um aluno debocha.
-Jiro, ele é o Shuiichi Minamino, idiota.
-Fala sério, o senhor bebeu o quê?
-Foi Yomi que o deixou assim, o porquê eu não sei.
-Talvez para corrigir a falta de atratividade dele para as mulheres, hahaha!
O espírito piadista de Shuuichio se manifesta em Youko;
-Possivelmente para fazer você se apaixonar por mim e descobrir como eu sou poderoso!
Kurama faz uma piada certeira que desmoraliza o próprio colega perante a turma, que ri loucamente;
-Xeque mate, obrigado Shuuichi!- Youko sorri.
-O Jiro está gamado pelo Shuuichi, hahaha!- a turma tira sarro.
-Já chega, não vamos perder mais tempo! Vamos voltar para a aula.- O professor bate o livro na mesa.
Os alunos silenciam e abaixam a cabeça, como de hábito.
O restante da aula foi tranquila, Youko conseguiu acertar mais exercícios do que antes, mas ainda longe de Shuuichi. O professor evidentemente estranha o mau desempenho;
-O que houve, Shuuichi? Você sempre tira 08 no mínimo, hoje seu máximo foi 7!
-Eu não estou num bom dia, mas vou estudar mais.
-Faça isso.
E acabava a aula. Kurama sabia que Jiro não deixaria de graça a sua provocação, justa e necessária, afinal, ele tentou derrubá-lo e era inteiramente moral a Kurama que desse uma resposta diametralmente proporcional;
-Jiro não agiria agressivamente, a menos que ele tenha mudado tanto em tão pouco tempo!- Youko pensa.
Kurama pegou a sua mochila e logo na saída da faculdade estava Jiro, o esperando. Não demorou para que Kurama mudasse de opinião sobre ele;
-E aí, engraçadinho? Porque não vamos resolver isso como dois homens de verdade, já que você alega ser um?-Jiro provoca.
-Jiro, eu não quero me envolver com brigas. Adeus e pense no que falou- Kurama dá de ombros.
Jiro avança e o acerta nas costas com um soco, derrubando-o;
-Eu que estou no comando! E é só o começo.- Jiro tira uma arma da sua mochila.
-Então você vai ir por este caminho? Não sabia que você era frio a ponto de carregar uma arma consigo.
-Cale-se! É assim que eu vou obter respeito!
-Nem parece que você mora em Yomitan, onde todo mundo possuir armas em casa e sabe quando deve usá-las. E você anda muito distraído, Jiro, porque não repensa o que acabou de dizer?
-Já chega Shuuichi! Você me provocou demais!
-Hahaha, se você não aguenta uma piada, foda-se.- Kurama pega a sua rosa.
-Não me diga que vai me pedir em casamento agora e ampliar a minha revolta, Shuuichi? Já chega!
-ROSE WHIP!
A rosa nas mãos de Kurama transforma-se em um chicote em fração de segundo, partindo o revólver de Jiro em dois sem ele sequer poder ter tempo de atirar;
-Mas… mas o que foi isso?
-Durma, criança!
Kurama acerta um soco no rosto de Jiro, deixando-o inconsciente, e sempre vigiando como os espinhos do seu colar se comportam;
-Não há nada de mal em usar o Rose Whip e me defender, então estou no caminho certo- Ele pensa.
Kurama deixa Jiro deitado no pátio da escola;
-Esses sujeitos são ameaças para mim. Vai ser difícil manter tudo bem nos próximos 32 dias…
Youko não está acostumado a ficar no meio de tantas pessoas. Ele sempre foi mais solitário, ou então vivia perto de 5 ou 6 pessoas no máximo, mas hoje, havia algo bem mais desafiador; quase 6 pessoas por metro quadrado.
Youko causou alvoroço nos que lá estavam. Seu visual único atraía atenções de todos os olhares, e isso gerava os mais diversos sentimentos nas pessoas que lá estavam, desde admiração a até mesmo fetiche;
-Hei, que cara bacana!
-Que orelhas lindas!
Kurama foi praticamente assediado dentro do vagão por alguns indivíduos. A sua raiva subiu violentamente, o que fez os espinhos do seu colar avançarem, mas ele conteve-se e os espinhos pararam;
-Que tipo de mulher tem um cara desses que se veste como uma raposa?
-Hey, até que ele é bonitinho, olha essa massa muscular!
-É, Yomitan é bem servida de coisas gostosas, diferentemente da nossa terra.
Os mesmos assediadores provocam Kurama de novo, e um deles, possivelmente homossexual, dessa vez ousa dar um tapa em seu bumbum e apertá-lo;
-Agora chega!
Youko perde o controle e acerta um soco no assediador, acertando um inocente sem querer por haver muita gente ao seu redor. Os espinhos avançaram mais ainda, e de novo perfuram o seu pescoço, mas ainda apenas superficialmente.
O sujeito que o provocou tenta revidar, e Kurama tenta atravessar o mar de pessoas que há no vagão para não piorar a sua situação;
-Eu queria vaporizar esse cara, mas não posso ou é o meu fim!
A estação de Kurama chega em seguida, e ele sai correndo do vagão. Mais bem-disposto que o seu adversário, ele ganha dele na fuga;
-Seu covarde! Volte aqui e vamos ter uma conversa no motel para ver quem manda!
Kurama corre pelas ruas. Os espinhos que o fustigavam agora estavam retornando à sua posição original;
-Que droga, precisarei materializar outra roupa, e estou quase sem energia! Mas eu não fiz nada além de correr! Será que este colar também me enfraquece?- Ele pensa.
Ele para em um posto de gasolina e lava as partes do corpo manchadas de sangue, além de materializar uma nova roupa e destruir a antiga para não deixar rastros;
-Bem, agora eu preciso chegar na escola, e eu tenho… DEZ MINUTOS!!!
Kurama sabe que não pode voltar pelo metrô, já que é bem provável que o seu agressor ainda esteja lá. Não pode voar por já estar fraco. Não lhe resta alternativa a não ser mendigar por um ônibus;
-Oi, este ônibus vai até a faculdade?
-Sim, não demora muito para chegar.
-Ah, muito bom!
Kurama paga sua passagem e se acomoda no fundo do ônibus, onde há uma boa quantidade de assentos vazios;
-Aqueles sujeitos não são de Yomitan… Mas não há o que fazer mesmo. Espero que isso seja um caso isolado, caso contrário Yomi corre sério risco de ter sua imagem manchada.- Ele pensa enquanto observa as luzes passando.
Por sorte, ele consegue chegar penas dois minutos antes das portas fecharem. Sem perder nenhum segundo, segue para a sala, onde praticamente todos os alunos já estavam presentes. Ao tentar entrar, é barrado;
-Hey, quem é você? Mostre-me seu cartão de matrícula.
-Sou Shuuichi Minamino.
O professor compara a foto do cartão com Kurama e nota a óbvia diferença entre os dois;
-Há algo errado aqui. Essa foto é de outra pessoa!
-Sou eu mesmo. Quer chamar a direção, por favor?
-Imediatamente.
Kurama e o professor vão até a secretaria;
-Não há problema. O Sr. Yomi veio aqui hoje e me disse que este é Shuuichi Minamino.
-Yomi não é cego?
-O senhor quer contestá-lo?- Kurama pergunta.
-Bem, se é uma decisão dele, eu farei o quê? Vamos voltar para a aula.
-Ufa, até que enfim!
Kurama volta com o professor, e escolhe um lugar mais isolado do restante da turma;
-Não vou me arriscar novamente hoje- ele pensa.
Tal qual aconteceu no trem, ninguém tira os olhos de Kurama, que não consegue se concentrar e erra vários exercícios por isso;
-Hey, cara de gato, está com dificuldades?- Um aluno debocha.
-Jiro, ele é o Shuiichi Minamino, idiota.
-Fala sério, o senhor bebeu o quê?
-Foi Yomi que o deixou assim, o porquê eu não sei.
-Talvez para corrigir a falta de atratividade dele para as mulheres, hahaha!
O espírito piadista de Shuuichio se manifesta em Youko;
-Possivelmente para fazer você se apaixonar por mim e descobrir como eu sou poderoso!
Kurama faz uma piada certeira que desmoraliza o próprio colega perante a turma, que ri loucamente;
-Xeque mate, obrigado Shuuichi!- Youko sorri.
-O Jiro está gamado pelo Shuuichi, hahaha!- a turma tira sarro.
-Já chega, não vamos perder mais tempo! Vamos voltar para a aula.- O professor bate o livro na mesa.
Os alunos silenciam e abaixam a cabeça, como de hábito.
O restante da aula foi tranquila, Youko conseguiu acertar mais exercícios do que antes, mas ainda longe de Shuuichi. O professor evidentemente estranha o mau desempenho;
-O que houve, Shuuichi? Você sempre tira 08 no mínimo, hoje seu máximo foi 7!
-Eu não estou num bom dia, mas vou estudar mais.
-Faça isso.
E acabava a aula. Kurama sabia que Jiro não deixaria de graça a sua provocação, justa e necessária, afinal, ele tentou derrubá-lo e era inteiramente moral a Kurama que desse uma resposta diametralmente proporcional;
-Jiro não agiria agressivamente, a menos que ele tenha mudado tanto em tão pouco tempo!- Youko pensa.
Kurama pegou a sua mochila e logo na saída da faculdade estava Jiro, o esperando. Não demorou para que Kurama mudasse de opinião sobre ele;
-E aí, engraçadinho? Porque não vamos resolver isso como dois homens de verdade, já que você alega ser um?-Jiro provoca.
-Jiro, eu não quero me envolver com brigas. Adeus e pense no que falou- Kurama dá de ombros.
Jiro avança e o acerta nas costas com um soco, derrubando-o;
-Eu que estou no comando! E é só o começo.- Jiro tira uma arma da sua mochila.
-Então você vai ir por este caminho? Não sabia que você era frio a ponto de carregar uma arma consigo.
-Cale-se! É assim que eu vou obter respeito!
-Nem parece que você mora em Yomitan, onde todo mundo possuir armas em casa e sabe quando deve usá-las. E você anda muito distraído, Jiro, porque não repensa o que acabou de dizer?
-Já chega Shuuichi! Você me provocou demais!
-Hahaha, se você não aguenta uma piada, foda-se.- Kurama pega a sua rosa.
-Não me diga que vai me pedir em casamento agora e ampliar a minha revolta, Shuuichi? Já chega!
-ROSE WHIP!
A rosa nas mãos de Kurama transforma-se em um chicote em fração de segundo, partindo o revólver de Jiro em dois sem ele sequer poder ter tempo de atirar;
-Mas… mas o que foi isso?
-Durma, criança!
Kurama acerta um soco no rosto de Jiro, deixando-o inconsciente, e sempre vigiando como os espinhos do seu colar se comportam;
-Não há nada de mal em usar o Rose Whip e me defender, então estou no caminho certo- Ele pensa.
Kurama deixa Jiro deitado no pátio da escola;
-Esses sujeitos são ameaças para mim. Vai ser difícil manter tudo bem nos próximos 32 dias…
Nenhum comentário:
Postar um comentário