Acabava-se primeiro dia no templo, não necessariamente agradável
a todos. O ato de Kuronue deixou Youko bastante triste, e acendeu o
alerta vermelho entre os demais. Yomi era o menos preocupado de
todos, embora tendesse a ser o mais visado justamente por ser a causa
que impede que Kuronue e Youko juntem-se novamente.
Como de hábito, todos foram despedir-se para dormir. Os quartos nas casas são para uma pessoa, para duas pessoas, e um admite até três pessoas. Yomi e Shura ficaram sozinhos em um deles, dividindo a mesma cama. Kurama e Botan dividiram a cama no mesmo quarto onde ficaram Byakuya e Shiori, e Kuronue pegou o terceiro quarto.
Os sentimentos de Kuronue sobre Kurama acentuavam-se cada vez mais, chegando a um ponto insuportável. Mas agora, trata-se de algo claro, com inimigo definido e objetivo fácil de ser cumprido;
-Eu não posso mais suportar isso… eu preciso destruir essa
barreira antes que ela me destrua…
Numa decisão inconsequente e psicótica, Kuronue levanta-se e pega o seu punhal, seguindo para o quarto de Yomi, entrando lá silenciosamente. Shura estava dormindo, abraçado ao pai, e Yomi, aparentava estar dormindo profundamente;
-Se eu não fazer ruído, poderei acabar com isso agora!- Kuronue pensa.
Ele aproxima-se mais de Yomi, e ergue seu punhal sobre o peito dele, coberto apenas por um lençol fino. Sua decisão não tem retorno;
-Morra, seu maldito!
Kuronue aplica toda a força no punhal, mas quando o mesmo atinge o lençol, assim que o perfura, se despedaça com violência, fazendo Kuronue cair no chão;
-Mas… mas que diabos foi isso?!-Kuronue está um pouco tonto.
-Como você vai saber se um cego está dormindo ou não, Kuronue?- Yomi levanta-se calmamente, deixando Shura deitado ao seu lado.
-Não acredito, eu falhei!!!- Kuronue toma o rumo da porta, mas é parado por uma barreira.
-Deve estar se perguntando o que aconteceu… pois bem, Kurama já havia avisado a todos que você seria um risco, então nada melhor do que prevenir. Eu mantive meu estado de vigília, e minha barreira filtrante discretamente inutilizou seu punhal de matar youkais ao filtrar e neutralizar sua energia. Assim que você iniciou o movimento dele em minha direção, minha barreira recuou e concentrou-se apenas no meu corpo, e liberou toda a sua energia sobre o punhal 100 milissegundos antes do impacto, o que o fez explodir e inclusive deixou o meu filho inconsciente pela onda de choque. Você… deveria prestar mais atenção nessas coisas.- Yomi sorri.
-Hey, deixe-me sair!!!- Kuronue tenta ultrapassar a barreira.
-Vá. Eu voltarei a descansar, e o que aconteceu hoje ficará entre nós. Kurama já está muito desanimado.
Yomi desfaz a barreira, e Kuronue rapidamente deixa o quarto, correndo para fora do templo;
-Mas… mas esse maldito é invencível, aaarrrggghhh maldição!!!
Kuronue não acredita que Yomi ficou ainda mais poderoso. De fato, Kuronue pouco ou nada viu do real poder de Yomi, tudo que ele usou até agora foram meros truques e barreiras. As demais técnicas de poder mais elevado não poderão ser usadas, pois danificarão os templos, e certamente Yomi já possui coisas demais para se preocupar depois do que Kuronue fez com Byakuya.
Kurama desceu as escadas naquela noite para sentir a brisa que vinha do mar naquele lugar. Foi sozinho, pois Botan estava muito cansada e não seria educado acordá-la bem no meio da madrugada;
-Hmm que gostoso isso aqui… seria legal se Yomitan fosse na beira do mar…
Kurama nota um vulto passando atrás dele, e vira-se para tentar identificá-lo. Assim que se aproxima da primeira luminária, ele descobre que é Kuronue;
-Hey Kuronue, espere!- Kurama corre atrás dele.
Kuronue para de correr, e apenas aguarda Kurama chegar;
-Tá, Kuronue, o que faz essa hora na rua? Está tudo bem?
-Ah Kurama… não…
-Bem, pelo menos quer me acompanhar? Porque não caminhamos um pouco juntos por, sei lá.. na montanha?
-Por mim tudo bem.
Kuronue e Kurama começam a subir pela estrada que dá acesso ao topo da montanha. A fase a lua é cheia, e seu brilho é forte;
-Kuronue?
-Sim Kurama.
-Youko quer falar com você, então vou mudar de forma…
-Tudo bem.
Youko e Shuichi alternam a forma até que apenas Youko permaneça;
-Kuronue, por favor, eu quero resolver hoje essa questão do Yomi.
-Você sabe que eu não me sinto nem um pouco confortável com isso, Youko…
-Não há espaço para mais entraves, Kuronue, ou resolvemos isso hoje, ou nunca mais.
Kuronue fica pensativo. Ele e Youko sobem a montanha, num ritmo bem lento. Os cabelos negros de Kuronue aparecem por causa da poderosa lua, cada vez maior e mais brilhante. Os cabelos prateados de Youko chegam a cintilar. E Kuronue observa tudo aquilo, relembrando os velhos tempos quando os dois trabalhavam juntos para cumprirem seus objetivos, e um protegia o outro dos perigos;
-Youko...
-Sim, Kuronue.
-Youkooo!
Kuronue abraça-se em Youko ao chegar no topo da montanha, e chora. Seria extremamente deselegante para Youko negar o conforto, o que ele faz;
-Porque… porque!!! Nós fizemos tantas coisas juntos… fomos
grandes amigos, e eu quase dei a vida para salvar você daquela
armadilha… porque você me nega?!- A reação emocional de Kuronue
é intensa.
Youko apenas abraça Kuronue de volta, ele não possui resposta. Para ele, aquela breve atenção que dava ao amigo era suficiente, e que não seria necessário mais nada. Mas para Kuronue, uma retribuição mais leal é vital, e eles ficaram tanto tempo sem se ver, que seria uma insensibilidade imensa de Youko ignorá-lo daquela maneira;
-Eu não vou me conformar em ter Yomi como uma barreira entre mim e você, nós podemos ser felizes de novo juntos, Youko… por favor, ouça e compreenda a minha proposta, você sabe que eu quero o seu bem e a sua proteção porque você é o meu melhor amigo… e quase meu irmão!
-Acalme-se, Kuronue… eu não disse que você é descartável, e você sabe que eu lhe considero. Só que os tempos mudaram, hoje eu não posso largar (500,000) o Yomi pelas razões que você já sabe…
-Mas eu quero sua completa consideração, e não apenas uma parte dela Youko...- Kuronue aperta o abraço.
Youko alisa a sua nuca, deitando a cabeça de Kuronue em seu ombro direito;
-Ah Kuronue… você nunca vai entender isso, meu amigo.. sabe que eu ainda gosto de você, mas você precisa respeitar a minha escolha… se você fizesse isso, não haveria nenhum problema… qual a dificuldade?
-O Yomi é cruel…
-Hahaha isso mostra como você está atrasado… o Yomi hoje é
muito diferente, acho que isso é meio óbvio. Quando que o Yomi de
Maikai teria amigos como o Yomi de hoje tem? Quando que o Yomi de
Maikai sairia tranquilamente em meio a humanos? Quando que o Yomi de
Maikai… me abraçaria da mesma forma carinhosa que você está
fazendo agora?
-Youko, por favor…
Kuronue empurra Youko gentilmente até que ele ficasse com as costas em um tronco de uma árvore. Ele o olha fundo nos olhos, e Youko repete o mesmo gesto, enquanto a leve brisa que passa de forma aleatória agita seus longos cabelos a ponto de misturá-los. Youko levanta uma das mãos, e alisa suavemente o rosto molhado de Kuronue;
-Você continuará sendo Kuronue…E Yomi continuará sendo Yomi… ele aceitou você, Kuronue, porque resistir a isso? Meu amigo, por favor, não vá para o mal caminho novamente… você é fantástico e pode ser um excelente Youkai…
-Eu… Youko, eu… eu não posso aceitar Yomi… não posso…não posso!
Kuronue vira-se devagar, e afasta-se de Youko. Youko apenas fecha os olhos, evitando observar o amigo afastar-se em direção ao complexo de templos;
-Ele é muito teimoso, mesmo comigo… aahh Kuronue, porque isso….
Como de hábito, todos foram despedir-se para dormir. Os quartos nas casas são para uma pessoa, para duas pessoas, e um admite até três pessoas. Yomi e Shura ficaram sozinhos em um deles, dividindo a mesma cama. Kurama e Botan dividiram a cama no mesmo quarto onde ficaram Byakuya e Shiori, e Kuronue pegou o terceiro quarto.
Os sentimentos de Kuronue sobre Kurama acentuavam-se cada vez mais, chegando a um ponto insuportável. Mas agora, trata-se de algo claro, com inimigo definido e objetivo fácil de ser cumprido;
-Eu não posso mais suportar isso… eu preciso destruir essa
barreira antes que ela me destrua…Numa decisão inconsequente e psicótica, Kuronue levanta-se e pega o seu punhal, seguindo para o quarto de Yomi, entrando lá silenciosamente. Shura estava dormindo, abraçado ao pai, e Yomi, aparentava estar dormindo profundamente;
-Se eu não fazer ruído, poderei acabar com isso agora!- Kuronue pensa.
Ele aproxima-se mais de Yomi, e ergue seu punhal sobre o peito dele, coberto apenas por um lençol fino. Sua decisão não tem retorno;
-Morra, seu maldito!
Kuronue aplica toda a força no punhal, mas quando o mesmo atinge o lençol, assim que o perfura, se despedaça com violência, fazendo Kuronue cair no chão;
-Mas… mas que diabos foi isso?!-Kuronue está um pouco tonto.
-Como você vai saber se um cego está dormindo ou não, Kuronue?- Yomi levanta-se calmamente, deixando Shura deitado ao seu lado.
-Não acredito, eu falhei!!!- Kuronue toma o rumo da porta, mas é parado por uma barreira.
-Deve estar se perguntando o que aconteceu… pois bem, Kurama já havia avisado a todos que você seria um risco, então nada melhor do que prevenir. Eu mantive meu estado de vigília, e minha barreira filtrante discretamente inutilizou seu punhal de matar youkais ao filtrar e neutralizar sua energia. Assim que você iniciou o movimento dele em minha direção, minha barreira recuou e concentrou-se apenas no meu corpo, e liberou toda a sua energia sobre o punhal 100 milissegundos antes do impacto, o que o fez explodir e inclusive deixou o meu filho inconsciente pela onda de choque. Você… deveria prestar mais atenção nessas coisas.- Yomi sorri.
-Hey, deixe-me sair!!!- Kuronue tenta ultrapassar a barreira.
-Vá. Eu voltarei a descansar, e o que aconteceu hoje ficará entre nós. Kurama já está muito desanimado.
Yomi desfaz a barreira, e Kuronue rapidamente deixa o quarto, correndo para fora do templo;
-Mas… mas esse maldito é invencível, aaarrrggghhh maldição!!!
Kuronue não acredita que Yomi ficou ainda mais poderoso. De fato, Kuronue pouco ou nada viu do real poder de Yomi, tudo que ele usou até agora foram meros truques e barreiras. As demais técnicas de poder mais elevado não poderão ser usadas, pois danificarão os templos, e certamente Yomi já possui coisas demais para se preocupar depois do que Kuronue fez com Byakuya.
Kurama desceu as escadas naquela noite para sentir a brisa que vinha do mar naquele lugar. Foi sozinho, pois Botan estava muito cansada e não seria educado acordá-la bem no meio da madrugada;
-Hmm que gostoso isso aqui… seria legal se Yomitan fosse na beira do mar…
Kurama nota um vulto passando atrás dele, e vira-se para tentar identificá-lo. Assim que se aproxima da primeira luminária, ele descobre que é Kuronue;
-Hey Kuronue, espere!- Kurama corre atrás dele.
Kuronue para de correr, e apenas aguarda Kurama chegar;
-Tá, Kuronue, o que faz essa hora na rua? Está tudo bem?
-Ah Kurama… não…
-Bem, pelo menos quer me acompanhar? Porque não caminhamos um pouco juntos por, sei lá.. na montanha?
-Por mim tudo bem.
Kuronue e Kurama começam a subir pela estrada que dá acesso ao topo da montanha. A fase a lua é cheia, e seu brilho é forte;
-Kuronue?
-Sim Kurama.
-Youko quer falar com você, então vou mudar de forma…
-Tudo bem.
Youko e Shuichi alternam a forma até que apenas Youko permaneça;
-Kuronue, por favor, eu quero resolver hoje essa questão do Yomi.
-Você sabe que eu não me sinto nem um pouco confortável com isso, Youko…
-Não há espaço para mais entraves, Kuronue, ou resolvemos isso hoje, ou nunca mais.
Kuronue fica pensativo. Ele e Youko sobem a montanha, num ritmo bem lento. Os cabelos negros de Kuronue aparecem por causa da poderosa lua, cada vez maior e mais brilhante. Os cabelos prateados de Youko chegam a cintilar. E Kuronue observa tudo aquilo, relembrando os velhos tempos quando os dois trabalhavam juntos para cumprirem seus objetivos, e um protegia o outro dos perigos;
-Youko...
-Sim, Kuronue.
-Youkooo!
Kuronue abraça-se em Youko ao chegar no topo da montanha, e chora. Seria extremamente deselegante para Youko negar o conforto, o que ele faz;
Youko apenas abraça Kuronue de volta, ele não possui resposta. Para ele, aquela breve atenção que dava ao amigo era suficiente, e que não seria necessário mais nada. Mas para Kuronue, uma retribuição mais leal é vital, e eles ficaram tanto tempo sem se ver, que seria uma insensibilidade imensa de Youko ignorá-lo daquela maneira;
-Eu não vou me conformar em ter Yomi como uma barreira entre mim e você, nós podemos ser felizes de novo juntos, Youko… por favor, ouça e compreenda a minha proposta, você sabe que eu quero o seu bem e a sua proteção porque você é o meu melhor amigo… e quase meu irmão!
-Acalme-se, Kuronue… eu não disse que você é descartável, e você sabe que eu lhe considero. Só que os tempos mudaram, hoje eu não posso largar (500,000) o Yomi pelas razões que você já sabe…
-Mas eu quero sua completa consideração, e não apenas uma parte dela Youko...- Kuronue aperta o abraço.
Youko alisa a sua nuca, deitando a cabeça de Kuronue em seu ombro direito;
-Ah Kuronue… você nunca vai entender isso, meu amigo.. sabe que eu ainda gosto de você, mas você precisa respeitar a minha escolha… se você fizesse isso, não haveria nenhum problema… qual a dificuldade?
-O Yomi é cruel…
-Hahaha isso mostra como você está atrasado… o Yomi hoje é
muito diferente, acho que isso é meio óbvio. Quando que o Yomi de
Maikai teria amigos como o Yomi de hoje tem? Quando que o Yomi de
Maikai sairia tranquilamente em meio a humanos? Quando que o Yomi de
Maikai… me abraçaria da mesma forma carinhosa que você está
fazendo agora?-Youko, por favor…
Kuronue empurra Youko gentilmente até que ele ficasse com as costas em um tronco de uma árvore. Ele o olha fundo nos olhos, e Youko repete o mesmo gesto, enquanto a leve brisa que passa de forma aleatória agita seus longos cabelos a ponto de misturá-los. Youko levanta uma das mãos, e alisa suavemente o rosto molhado de Kuronue;
-Você continuará sendo Kuronue…E Yomi continuará sendo Yomi… ele aceitou você, Kuronue, porque resistir a isso? Meu amigo, por favor, não vá para o mal caminho novamente… você é fantástico e pode ser um excelente Youkai…
-Eu… Youko, eu… eu não posso aceitar Yomi… não posso…não posso!
Kuronue vira-se devagar, e afasta-se de Youko. Youko apenas fecha os olhos, evitando observar o amigo afastar-se em direção ao complexo de templos;
-Ele é muito teimoso, mesmo comigo… aahh Kuronue, porque isso….



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